Quantas vezes, em busca de ventura,
procedemos tal e qual o avozinho infeliz:
em vão, por toda parte, os óculos procura,
tendo-os na ponta do nariz.
Mário Quintana
4 de junho de 2007
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:: poesias, reflexões e quiçá tira-teimas ::
5 comentários:
Felicidade é como a borboleta. Quanto mais você tentar alcançá-la, mais ela fugirá...até o dia em que você estará distraído e ela pousará no seu ombro.
"Prazer e alegria de viver são inconcebíveis sem luta, experiências dolorosas e embates desagradáveis consigo mesmo. A saúde psíquica não se caracteriza pela teoria do nirvana dos iogues e dos budistas, nem pelo hedonismo dos epicuristas, nem pela renúncia monástica; caracteriza-se, isso sim, pela alternância entre a luta desprazerosa e a felicidade, o erro e a verdade, o desvio e a correção da rota, a raiva racional e o amor racional; em suma, estar plenamente vivo em todas as situações da vida. A capacidade de suportar o desprazer e a dor sem se tornar amargurado e sem se refugiar na rigidez, anda de mãos dadas com a capacidade de aceitar a felicidade e dar amor."
WR
" A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar...voa tão leve, mas tem a vida breve...precisa que haja vento sem parar..." (Vinícius de Morais)
Feliz cidade
Aquela do andar de bicicleta sem compromisso
Onde o banco da praça é cenário de conversas sob o sol da tarde
Fala, fala da felicidade que a gente insiste em cantar.
Vive a feliz idade
Aquela de mudanças rápidas
Onde o simples é mais bonito
Onde procuro, mesmo sem vontade, alguma coisa para se lembrar de ser eu.Não o mesmo eu, que eu sei não se pode ser para sempre, mas um “eu” que eu reconheça, mesmo que não seja em mim.
A minha tristeza é sincera, vem do desassossego, é do medo de ter medo, da ansiedade que quer vomitar. Mas não se pode mais ficar triste que vem logo um colocar daqueles comprimidos da alegria. Chego a pensar que ser alegre é uma exigência do mercado, para não tirar o afeto do consumo. Porque o triste quer ficar na cama, não quer trabalhar, o triste quer sentar debaixo de uma árvore, não quer ir ao shopping center. Felizes são as moscas suicidas que batem contra a “luz” cansadas de engolir sapo.
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